Bali: 8 Coisas Que Ninguém Te Conta

Tudo já foi escrito sobre Bali. Ou quase tudo.

O paraíso perdido descoberto pelos hippies e surfistas na década de 70 acabou trazendo muitos turistas ao longo dos anos e com eles alguns problemas reais: trânsito, lixo, superlotação. Mas será que ainda vale a pena ir? 

A resposta é sim. Mas antes de mais nada veja abaixo alguns fatos curiosos:

1. Bali é composta de quatro ilhas:

Bali inclui uma ilha de mesmo nome e também três menores ilhas adjacentes: Nusa Penida, Nusa Lembongan e Nusa Ceningan. 

Quando se fala em Bali, muita gente se refere à ilha principal ignorando as outras três ilhotas. Resultado: boa parte das pessoas acaba visitando só a ilha de Bali. 

Adivinhem em qual das ilhas fica o cenário abaixo?

 Atuh beach. Foto: Patti Neves

Atuh beach. Foto: Patti Neves

Se você não sabe, continue lendo.

2. Na ilha de Bali, o paraíso não é tão fácil de encontrar quanto parece

A decepção de muita gente resulta de simples falta de informação.

Muitas das praias de Bali são compostas de areia escura, o que confere um resultado estético bem diferente do imaginado. Além disso, praias populares como Seminyaki, Kuta e Jimbaram, além de próximas a centros urbanos, também recebem toneladas de lixo trazidos pelas correntes marinhas em determinadas épocas do ano.

Na verdade, o arquipélago da Indonésia (composto de cerca de 17 mil ilhas) é o segundo maior produtor de lixo marinho, logo atrás da China. Segundo a AFP, no final de 2017 estimava-se uma produção anual de 1,29 milhão de toneladas despejadas no mar. 

 Tanah Lot, Bali. Foto: Patti Neves

Tanah Lot, Bali. Foto: Patti Neves

Acima, vários turistas assistem ao pôr do sol em uma das inúmeras praias de origem vulcânica.

Nada contra a areia escura, mas é importante saber que Bali não é sinônimo somente de areia branquinha como muitos imaginam. Claro que ninguém liga muito para isso, considerando o visual do magnífico Tanah Lot Temple (abaixo). 

 Tanah Lot, Bali. Foto: Patti Neves

Tanah Lot, Bali. Foto: Patti Neves

3. As praias mais selvagens se localizam nas ilhas adjacentes

Na verdade, muitos dos picos essenciais de Bali não se localizam na ilha de Bali. Para citar alguns exemplos: Atuh beach (ilustrada no item número um desse artigo), Klingking beach (o T-Rex abaixo) e Pasih Uug (broken beach) se localizam em Nusa Penida. 

Para encontrar o que você procura, não deixe de ler: O que fazer em Bali: Guia Definitivo.

 Klingking beach, Bali. Foto: Patti Neves

Klingking beach, Bali. Foto: Patti Neves

4. O satay que você come em Bali pode ter sido preparado com carne de cachorro

Satay, um dos petiscos mais saborosos da Indonésia, é o nome dos espetinhos de carne (ou frango) que normalmente são servidos com um espesso molho de amendoim.

A iguaria teve sua reputação arruinada no final de 2017 quando os rumores sobre a utilização da carne canina foram confirmados pela sociedade protetora Animal's Australia e divulgadas pelo jornal australiano ABC.

Moradores de Bali estavam matando cães de forma cruel para vender como frango aos turistas. Apesar da venda de carne de cachorro não ser ilegal na ilha (os locais reconhecem a sigla RW para identificar carne canina), muitos dos turistas na verdade não tinham idéia do que estavam comendo.

 Photo by Animal's Australia. Click  here  to contribute with the organization and help to put an end to this shameful business.

Photo by Animal's Australia. Click here to contribute with the organization and help to put an end to this shameful business.

Solução: se você não estiver consumindo carne de origem comprovada (o que talvez seja difícil na prática), melhor se tornar vegetariano durante a viagem.

De toda forma, o planeta agradece. 

5. O transporte na ilha principal é mega caótico

Parece incrível mas com estradas estreitas e mal sinalizadas, o trânsito de Bali pode ser enlouquecedor. Todas as vezes em que estivemos por lá (5 vezes para ser exata), acabamos levando muito mais tempo do que o esperado para chegar até o destino final.

Isso não parece muito grave quando se está de férias, mas tente reservar um ferry e conseguir estar no porto no horário previsto. Já aconteceu de perdermos o barco, e acredite, é sempre uma chatice pra ajeitar essa situação depois.

Claro que alugar um scooter será sempre a recomendação número 1, mas mesmo assim sempre calcule uma boa margem nos seus deslocamentos.

Leia também: O que fazer em Bali, um guia completo

 Posto de gasolina, Bali. Foto: Patti Neves

Posto de gasolina, Bali. Foto: Patti Neves

Ah. E nunca se esqueça de completar o tanque assim que puder! Os postos de gasolina (como o da foto acima) são bem raros fora das grandes rotas turísticas.

Sim, isso é um posto de gasolina, muito prazer.

6. O Kecak e a dança balinesa (Legong) devem absolutamente entrar no seu roteiro

Kecak (monkey dance) e Legong Keraton (a refinada dança balinesa) são tradições locais que dispensam apresentações. 

Apesar de consideradas por muitas pessoas como programas “turísticos”, é importante guardar em mente que negócios relacionados ao turismo correspondem a 80% da economia de Bali, consequentemente qualquer atividade destinada a viajantes referidas como “não- turísticas” não passam de ilusão.  

As bailarinas do Legong começam a treinar profissionalmente à partir dos 5 anos de idade e costumam ter um lugar de prestígio na sociedade. Segundo o The Jakarta Post, o Legong foi reconhecido pela UNESCO em 2015 como herança cultural do país.

 Dança Balinesa. Foto: Patti Neves

Dança Balinesa. Foto: Patti Neves

Já a magia do Kecak, deixo vocês descobrirem nesse estupendo vídeo, extraído do filme Baraka (que diga-se de passagem, vale a pena assistir):

Para uma apresentação épica, voce pode conferir o Kecak no templo de Uluwatu. O palácio de Ubud é o lugar mais recomendado para assistir o Legong, mas outras apresentações existem também em outros lugares. Confira locais e horários neste link.

7. Desconfie do Kopi Luwak, o famoso café mais caro do mundo

Para quem não sabe, o kopi luwak, é basicamente extraído das fezes do civet. 

Os grãos são parcialmente digeridos pelo animal e depois eliminados e recolhidos. Enzimas digestivas alteram a estrutura das proteínas nos grãos de café, o que remove uma parte da acidez para fazer uma xícara de café mais suave. 

Uma xícara de kopi luwak chega a ser vendida por ridículos US$ 80 nos Estados Unidos.

 Civet em cativeiro. Foto: Patti Neves

Civet em cativeiro. Foto: Patti Neves

Enquanto as fezes recolhidas do solo não causam dano ao animal (o civet tem a liberdade de escolher sozinho o que ele quer comer), os animais de cativeiro acabam sofrendo desnutrição por terem a alimentação restrita ao café. Sem contar o espaço reduzido e a vida solitária (que acaba levando ao stress).

Se você quiser experimentar o Kopi Luwak, certifique-se de que o café que você está comprando é proveniente de um cafezal onde os civets vivem livres. Missão quase impossível segundo reportagem da National Geographic.

 Fezes de civet contendo os grãos de café. Foto: Patti Neves

Fezes de civet contendo os grãos de café. Foto: Patti Neves

8. O consumo e o tráfico de drogas ainda são punidos de forma severa (e inconsistente)

Sem entrar muito em detalhes, qualquer pessoa que esteve por lá sabe que é fácil encontrar pessoas oferecendo “marijuana” ou “mushrooms” pelos cantos.

Na área de Kuta a ocorrência é comum e já colocou conhecidos em grandes enrascadas. Apesar disso, nas ilhas vizinhas (Gilli, na área de Lombok) a venda escancarada de magic shake pode acabar dando uma falsa impressão de que as leis mudaram. 

 Photo by Begadank Backpackers. If you are going to Gili, book  here

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Na verdade a prisão perpétua e a pena de morte para traficantes ainda estão em vigor, o que significa que todo cuidado é pouco. Acho que todo mundo ainda se lembra dos dois brasileiros executados na Indonésia em 2015. 

Mas somos todos adultos, né?


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